Lisboa · Incluído no cartão
Museu Nacional do Azulejo
A estrela do Museu Nacional do Azulejo é o Grande Panorama, quase 23 metros de azulejos que mostram Lisboa antes do terremoto de 1755. Em volta, num convento fundado em 1509, está a história do azulejo, o ladrilho pintado das fachadas de toda a cidade. O museu está fechado para obras desde novembro de 2025, e nenhuma data de reabertura foi anunciada.
A reforma do Museu Nacional do Azulejo e a data de reabertura
O museu fechou em 1º de novembro de 2025 para obras financiadas pelo PRR, o plano de recuperação de Portugal com fundos da União Europeia. As obras servem para cuidar melhor do acervo e melhorar o acesso e as instalações para os visitantes.
Ainda não há data de reabertura. Em 25 de outubro de 2026, nem o museu nem a Museus e Monumentos de Portugal, a agência estatal responsável por ele, divulgaram uma. Ao anunciar o fechamento, a agência disse apenas que esperava reabrir o quanto antes.
As obras custam € 4 milhões. Incluem telhados, fachadas e janelas, e a restauração do claustro de Dom João III, do claustrinho, do restaurante e do jardim de inverno.
Em abril de 2026, o site de notícias O Minho informou que elas deveriam terminar no início do segundo semestre. Isso é o fim das obras, não uma data de reabertura.
Onde ver azulejos enquanto o Museu Nacional do Azulejo está fechado
O museu continua mostrando azulejos, em Belém: o Open Azulejo, exposição que ele organiza com a Museus e Monumentos de Portugal e a Universidade de Lisboa, abre as portas do Palácio da Calheta. O palácio em geral não recebe visitantes, e os azulejos continuam nas paredes onde foram assentados.
Open Azulejo
- Onde
- Palácio da Calheta, Rua General João de Almeida 15, ao lado do Jardim Botânico Tropical
- Aberto
- De terça a domingo, das 10h às 17h, última entrada às 16h30
- Até
- 15 de dezembro de 2026, segundo a Time Out Lisboa
- Ingressos
- € 5, ou € 8 com o Jardim Botânico Tropical ao lado; € 4 para maiores de 65 anos, € 2,50 para estudantes, entrada gratuita para crianças de 2 a 10 anos. O museu não menciona o Lisboa Card
- Acesso
- Limitado para pessoas com mobilidade reduzida
De volta ao centro, a loja do museu está aberta no Palácio Foz, na Praça dos Restauradores.
Para azulejos ao ar livre, suba até o Miradouro da Senhora do Monte, na Graça, o ponto mais alto do centro histórico. Um painel de azulejos ali ajuda a identificar os principais monumentos espalhados pela cidade.
O Grande Panorama no Museu Nacional do Azulejo
Feito por volta de 1700, o Grande Panorama de Lisboa é uma faixa de azulejos com 114 centímetros de altura e quase 23 metros de comprimento.
O painel mostra a cidade como era antes do terremoto de 1755, ao longo de 14 km de margem do rio, de Algés, logo a oeste de Belém, até Xabregas, o bairro onde fica o museu. Dá para reconhecer o castelo, São Vicente de Fora, o paço real à beira do rio, os Jerónimos e a Torre de Belém.
Na ponta direita está o próprio convento da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha Leonor, viúva do rei Dom João II, e sede do museu desde 1965.
O painel veio do palácio dos Condes de Tentúgal, na Rua de Santiago. É atribuído ao pintor barroco Gabriel del Barco, morto em 1703. Em 2014, um artigo da Revista de História da Arte voltou a discutir quem o fez, com documentos novos.
Mais do acervo do Museu Nacional do Azulejo
Em volta do panorama, o acervo acompanha o azulejo português a partir do século 15, e o museu destaca algumas peças. Uma conta a história de um chapeleiro, António Joaquim Carneiro, em azulejos de cerca de 1800; outra é uma Aula de Dança de cerca de 1707, do pintor holandês Willem van der Kloet.
Há também uma Caça ao Leopardo de 1650 a 1655, e um retábulo de Nossa Senhora da Vida de 1580, atribuído a Marçal de Matos. O presépio do convento foi feito por volta de 1750 por António Ferreira.
Antes das obras, o museu tinha também um café, um restaurante, uma loja e uma biblioteca.
Ingressos do Museu Nacional do Azulejo, agora e depois das obras
Enquanto está fechado, não há nada para comprar. Antes das obras, o ingresso custava 10 €, e o museu continua na lista de atrações incluídas no Lisboa Card. As condições depois da reabertura não foram anunciadas.
Antes do fechamento
- Aberto
- De terça a domingo, das 10h às 18h, última entrada às 17h15
- Fechado
- Segundas-feiras, 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1º de maio, 13 de junho, 25 de dezembro
- Endereço
- Rua da Madre de Deus 4
Por ora, o museu não acrescenta nada ao Lisboa Card, a partir de 31 € por 24 horas, então deixe-o de fora quando for avaliar o cartão para as datas da sua viagem.
Uma manhã em Belém com o Open Azulejo
O Palácio da Calheta fica em Belém, então o Open Azulejo cabe numa manhã por lá, em qualquer dia menos segunda, quando a exposição fecha. Do Cais do Sodré, o trem (nas placas, comboio) leva a Belém. Da Praça da Figueira sai o bonde 15E (em Portugal, elétrico). O Lisboa Card inclui os dois.
Belém, em torno do Palácio da Calheta
-
Mosteiro dos Jerónimos → O grande mosteiro de Belém, onde está enterrado Vasco da Gama. O claustro está incluído no Lisboa Card. € 19,50 -
Pastéis de Belém Na Rua de Belém, para um pastel de nata e um café. -
Torre de Belém → À beira do rio, com entrada por horários de meia em meia hora. € 16,80
Cartão e combos
Opções do Lisboa Card
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