Sintra
Quinta da Regaleira
Na Quinta da Regaleira, em Sintra, você desce o Poço Iniciático, uma escada em espiral afundada na colina, e sai por túneis e grutas. Na superfície ficam o palácio de um milionário, uma capela e torres, num jardim cheio de símbolos, tudo desenhado por um cenógrafo de ópera italiano e concluído em 1910.
Antes de ir
- Tempo de visita2–3 h
- Folga semanalNenhuma
- EntradaHora marcada
- Melhor horárioNa abertura
Poço, túneis e jardins da Quinta da Regaleira
Primeiro vêm o poço e os túneis, depois o jardim, e por último o palácio com a capela. Deixe o mapa à mão, porque os caminhos se enroscam e é fácil se perder depois do poço.
O Poço Iniciático
A escada desce em espiral por um poço de pedra coberto de musgo, com aberturas em arco a cada volta, até um piso lá no fundo. A Quinta organiza a descida em sentido único, a partir do topo, e nos horários de pico visitantes esperam de 15 a 20 minutos para começar.
O “Iniciático” do nome do poço vem dos símbolos da propriedade. Alguns autores ligam a Quinta à alquimia, à maçonaria, aos Templários e aos Rosa-Cruzes, uma irmandade secreta de místicos, mas ninguém sabe se algum ritual chegou a ser realizado aqui.
No fundo, a saída é por túneis de sentido único até a Gruta Oriental. Visitantes dizem que o ar lá embaixo é fresco num dia de calor e que os túneis são curtos, mas escuros e com o chão molhado: leve a lanterna do celular.
O jardim, as torres e as grutas
De volta ao ar livre, o jardim se estende por cerca de quatro hectares de encosta, com caminhos que serpenteiam entre torres, grutas artificiais, lagos, mirantes e pavilhões. Visitantes dizem que a multidão do poço logo se dispersa pelo jardim.
Dois cantos estão fechados por enquanto: o aquário e o Caminho da Cascata.
O palácio e seus apelidos
A casa é o Palácio do Monteiro dos Milhões, nome que vem do apelido do dono, “Monteiro dos Milhões”. Só o andar principal está aberto, num percurso de sentido único.
Sintra também deu um apelido à casa: o “Bolo de Noiva”. O nome da propriedade é mais antigo e vem de uma dona anterior, a baronesa Ermelinda Allen, que achou a vista de uma das torres do jardim um “regalo”.
Até 30 de dezembro de 2026, a Casa do Gerador, onde ficava o gerador da propriedade, mostra a coleção de Carvalho Monteiro sobre Camões, poeta nacional de Portugal, e a visita está incluída no ingresso.
Ingressos e horários de entrada da Quinta da Regaleira
Todo ingresso é para um dia e um horário definidos, e neste ano visitantes encontraram os ingressos do dia esgotados às 10h. Compre o ingresso, com audioguia digital, por 28 € antes do dia.
Só não pagam crianças de até 5 anos (que mesmo assim precisam de ingresso), moradores de Sintra e profissionais de turismo credenciados. O Lisboa Card não dá desconto aqui, mas paga o trem (nas placas, comboio) até lá: o cartão de 24 horas custa 31 €.
A Pena e a Quinta vêm juntas num combo:
- Janeiro a março, outubro a dezembro
- das 10h às 18h30
- Abril a setembro
- das 9h às 19h30
- Horários de entrada
- A cada meia hora, das 10h às 17h; última entrada às 17h30
- Palácio e capela
- Fecham 30 minutos antes do jardim
- Fechado
- 1º de janeiro, 24, 25 e 31 de dezembro
- Crianças
- Entrada gratuita até 5 anos, com ingresso
Para uma visita mais tranquila, tente o último horário: um visitante o encontrou quase vazio.
Vá com pouca bagagem. Não entram malas, bagagens de mão com rodinhas, mochilas grandes, lanches, animais de estimação (exceto cães de assistência), tripés nem drones. Flash é proibido no palácio e na capela, e a água das fontes não é potável.
Com tantos degraus e ladeiras, visitantes dizem que a propriedade não é adequada para cadeiras de rodas.
História da Quinta da Regaleira: o milionário e seu cenógrafo
António Augusto Carvalho Monteiro nasceu no Rio de Janeiro em 1848 e estudou direito em Coimbra, a antiga cidade universitária de Portugal. Em 1892 comprou a propriedade e contratou Luigi Manini, cenógrafo italiano que havia trabalhado para o São Carlos, a casa de ópera de Lisboa, e no Palace Hotel do Bussaco.
Manini misturou o românico, o gótico, o renascentista e o manuelino, o estilo esculpido da era dos descobrimentos de Portugal, com toques de art nouveau. As obras terminaram em 1910, e Carvalho Monteiro morreu dez anos depois.
Depois dele, a Quinta mudou de mãos várias vezes. Em 1942 passou a Waldemar D’Orey, que reformou o interior, e a partir de 1988 pertenceu a uma empresa japonesa, a Aoki.
A Câmara Municipal de Sintra assumiu a Quinta em 1997, e hoje quem a administra é a Fundação Cultursintra.
A pé até a Quinta da Regaleira, saindo da estação de Sintra
O trem do Rossio leva 40 minutos até Sintra, e da estação a Quinta fica a cerca de 20 minutos a pé, pela conta dos visitantes. O ônibus 435 também para lá, embora ele não esteja incluído no Lisboa Card, e a Quinta não tem estacionamento.
Da Quinta para a cidade e de volta
-
Palácio Nacional de Sintra → Na cidade velha, no caminho de volta para a estação. € 13 -
Sintra Myths and Legends → Ao contrário da Quinta, está totalmente incluído no Lisboa Card: um museu das lendas de Sintra. € 4 -
Palácio de Monserrate → Mais longe, pelo 435, para ver o primeiro gramado de Portugal, o Jardim Mexicano e o palácio de cúpulas de Francis Cook. € 12 -
Palácio da Pena → Colina acima, pelo 434 a partir da cidade velha, para ver os terraços e o Tritão. € 22,40
Cartão e combos
Opções do Lisboa Card
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