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Jardins do Palácio de Cristal

Porto · Grátis para todos

Jardins do Palácio de Cristal

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Dos mirantes dos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, dá para ver o Douro, a orla de Gaia e, ao fundo, a Ponte da Arrábida. Há pavões pelos caminhos, e a entrada nestes jardins do século 19 é gratuita, todos os dias.

Antes de ir

  • Tempo de visita1,5 h
  • Folga semanalNenhuma

O que ver nos Jardins do Palácio de Cristal

A melhor parte dos jardins é o lado sul, onde a encosta desce até o Douro. Émile David, paisagista alemão, os desenhou na década de 1860.

Os mirantes sobre o Douro

O Douro visto entre as árvores dos Jardins do Palácio de Cristal, com a margem do Porto à esquerda e Vila Nova de Gaia do outro lado da água
O Douro visto do lado sul dos jardins Foto: bebatut, CC BY-SA 2.0

Do mirante principal o rio se abre nas duas direções. Rio acima você vê o Mosteiro da Serra do Pilar no morro de Gaia, e, no cais do Porto, a antiga alfândega.

Rio abaixo, a orla de Gaia corre até a foz. A Ponte da Arrábida, um único arco de concreto dos anos 1960, se destaca no fim.

Os pavões e o bosque de camélias

Um pavão de cauda aberta na grama, sob um cedro nos Jardins do Palácio de Cristal
Um dos pavões dos jardins Foto: Nikolau, CC BY-SA 3.0

Os pavões andam soltos por todos os jardins, e os machos abrem a cauda na grama.

Entre as árvores há tulipeiros, magnólias, araucárias e palmeiras-leque. No lado oeste há um bosque de camélias, que floresce no inverno e na primavera.

Há também um roseiral e pequenos jardins temáticos de plantas aromáticas e medicinais. No Jardim dos Sentimentos fica A Dor, do escultor António Teixeira Lopes, nascido em Gaia.

A Super Bock Arena e a subida do Porto 360

A cúpula de concreto verde-claro da Super Bock Arena, pontilhada de claraboias redondas, acima de paredes de vidro e colunas brancas, vista entre galhos de cedro
A cúpula da Super Bock Arena Foto: Joseolgon, CC BY-SA 4.0

No meio dos jardins, onde ficava o palácio, uma cúpula de concreto se ergue entre os cedros. É a Super Bock Arena, o antigo Pavilhão Rosa Mota, hoje sala de concertos.

Dá para subir nela também: o Porto 360, operado pela arena, é uma subida guiada até o topo, com vista para toda a cidade e para o rio.

Os grupos são pequenos, e as subidas não acontecem quando há previsão de chuva. As crianças precisam ter pelo menos seis anos, e a cúpula não tem acesso para cadeirantes.

A Capela de Carlos Alberto e a biblioteca

A frente de granito da Capela de Carlos Alberto, com um rosetão redondo, colunas e uma porta verde, entre árvores e uma palmeira
A Capela de Carlos Alberto Foto: John Samuel, CC BY-SA 4.0

No fim da alameda de tílias fica uma pequena capela de granito com um rosetão. Olhe para as colunas: as iniciais C.A. estão entalhadas nos capitéis.

As iniciais representam Carlos Alberto, rei do Piemonte-Sardenha, cujo filho viria a ser o primeiro rei da Itália. Depois de perder uma guerra para a Áustria em 1849, ele abdicou, se exilou no Porto e morreu aqui em julho do mesmo ano.

A capela foi erguida em sua homenagem cinco anos depois da morte, em 1854.

Na mesma alameda fica a Biblioteca Almeida Garrett, que leva o nome do escritor nascido no Porto que liderou o Romantismo português. Abriu em 2001, e o museu municipal faz exposições no foyer do auditório.

Jardins do Palácio de Cristal: horários e entrada gratuita

A entrada nos jardins é gratuita, sem ingresso e sem nada para reservar. Você só paga pela subida do Porto 360 e pelo Museu Romântico da Quinta da Macieirinha, ao lado (4 €).

De abril a setembro
Todos os dias, das 8h às 21h
De outubro a março
Todos os dias, das 8h às 19h
Biblioteca Almeida Garrett
Segunda, das 14h às 18h; terça a sábado, das 10h às 18h; fechada aos domingos
Museu Romântico
Terça a domingo, das 10h às 17h30
Portão principal
Rua de D. Manuel II, Massarelos

Partes dos jardins fecham durante grandes eventos, como a feira do livro e os concertos na arena.

A pé, os jardins ficam a cerca de 18 minutos a oeste da Torre dos Clérigos e a 23 minutos da Estação de São Bento. Os bondes 1 e 18 (em Portugal, elétricos) vão até Massarelos, à beira do rio, abaixo dos jardins.

O ônibus 201, que sai dos Aliados, no centro, e vai até Serralves, é uma das mais de uma dúzia de linhas da cidade que param por perto.

Se o seu ponto de partida for a Torre dos Clérigos, dá para subir nela antes de ir aos jardins: a torre está no Porto Highlights Pass, a partir de 29,50 €, junto com a Sé e um cruzeiro no rio.

O Palácio de Cristal que deu nome aos jardins

O palácio em si desapareceu há muito. Thomas Dillen Jones, arquiteto inglês, o projetou em granito, ferro e vidro, inspirado no Crystal Palace de Londres, e o rei Luís I de Portugal o inaugurou em 18 de setembro de 1865.

Foi construído para a Exposição Internacional do Porto, que encheu seu salão de 150 metros com mais de 3.000 expositores.

O palácio durou 86 anos. A cidade o comprou junto com os jardins em 1933 e o demoliu em 1951, quinze anos depois de o seu modelo londrino pegar fogo.

No lugar, o arquiteto José Carlos Loureiro projetou o pavilhão com cúpula, feito para o Campeonato Mundial de Hóquei em Patins de 1952. Os jogos aconteceram antes de o teto ficar pronto, e a cúpula só foi concluída em 1954.

Em 1991, o pavilhão recebeu o nome de Rosa Mota, a maratonista do Porto que ganhou o ouro olímpico em Seul, em 1988. Desde a reforma de 2019, é a Super Bock Arena, nome da cerveja produzida pouco ao norte do Porto, em Leça do Balio.

Depois dos Jardins do Palácio de Cristal: o Museu Romântico e o rio

O Museu Romântico fica logo ao lado, e dali as ruas descem até o rio, em Massarelos.

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